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Marcha da Maconha 2018: agenda dos atos pela legalização no Brasil

Atualizado: 24 de Mai de 2018

Entenda um pouco sobre este ato e acompanhe a agenda.

A criminalização da maconha vem junto com a escravidão e a perseguição de toda a cultura negra.” – Dr. André Barros, advogado da Marcha da Maconha.

No texto abaixo pontuamos os principais tópicos sobre o assunto, o texto original esta no link abaixo, onde todos poderão entender o porque acontecem atos como este e o que significa a legalização.

A legalização da maconha está avançando por todo o planeta e as retrógradas legislações proibicionistas estão dando lugar a políticas públicas que situam o uso de drogas fora da esfera criminal. Contudo o Brasil ainda continua a insistir em uma inútil e mercenária guerra às drogas que já provou causar muito mais males à sociedade do que o uso de substâncias ilícitas em si. A Marcha da Maconha, que já faz parte do calendário de atos e manifestações do país há anos, vem mais uma vez alertar a sociedade para a urgente necessidade de mudanças na lei de drogas e, este ano, acontecerá em mais de 40 atos espalhados pelo Brasil. Medicinal, recreativo, industrial, pelo seu direito de fumar maconha: seja lá qual for o seu motivo de lutar por uma mudança nas leis com relação à erva, a Marcha da Maconha é uma ótima maneira de pressionar por essa mudança desse status quo. Então prepare a voz para ir às ruas pedir pela regulamentação da maconha e mostrar à sociedade que a maconha é uma substância normal, mais segura que o álcool, o tabaco e outras drogas lícitas.

Para o Dr. André Barros, advogado da Marcha da Maconha e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, a legalização da maconha é necessária não somente para combater efetivamente o narcotráfico e o mercenário esquema da guerra às drogas, mas também para reparar uma política racista do Estado. “A criminalização da maconha faz parte da política racista de Estado. O Rio de Janeiro foi o primeiro lugar do mundo a criminalizar a maconha. Em 1830, no §7º da Lei de Posturas Municipais, o hábito dos escravos de consumirem o ‘Pito do Pango’ foi criminalizado com três dias de prisão. Na época, esse era o modo pelo qual os negros consumiam maconha, em pequenos cachimbos. A criminalização da maconha vem junto com a escravidão e a perseguição de toda a cultura dos negros”, diz Barros. Para Barros, a guerra às drogas no Brasil, principalmente nos morros do Rio de Janeiro, na prática sempre foi contra a população negra e pobre. E agora, com a intervenção federal do governo Temer, está explícito que é uma guerra mercenária e higienista. No Brasil, além de restringir a liberdade individual, a legislação de drogas condena como traficante milhares de usuários em posse de pequenas quantidades de drogas, contrapondo o próprio Código de Processo Penal ao não estabelecer um balizamento da quantidade de substância que diferencie o usuário do traficante, e considerando como prova o depoimento de policiais. “A criminalização da maconha vem junto com a escravidão e a perseguição de toda a cultura negra.” – Dr. André Barros, advogado da Marcha da Maconha. “Embora a lei 11.343/2006 esteja em vigor há 12 anos, até hoje não existe precedente em julgamentos no Brasil que sirva como balizamento de quantidade da droga para diferenciar o usuário do traficante, o que torna a situação ainda mais grave. A lei estabelece que a materialidade do crime é demonstrada pela natureza e quantidade da substância apreendida, no entanto, milhares de pessoas são condenadas com pequenas quantidades, já que nenhum tribunal brasileiro enfrentou a questão da prova material do crime de consumo ou tráfico de drogas”. Pondera Dr. André Barros em seu texto “A palavra está com a Polícia”.

Saiba Mais : http://www.smokebuddies.com.br/marcha-da-maconha-2018-agenda/

Nós da Bugiganjah, apoiamos o evento e estaremos participando com o bloco "Resistência" (formado por diversas marcas do setor), venha conferir!

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